A Diplomacia Académica: um desafio da Universidade Lusófona de Cabo Verde

Mindelo, 20 de julho de 2022

A Globalização impõe a que muitas instituições definam estratégias sintonizadas com o contexto atual, uma condição para a sua sobrevivência nos tempos que correm. As Instituições de Ensino Superior são daquelas que, necessariamente, têm que encontrar estratégias que visem responder às demandas impostas pelos novos tempos, onde a mobilidade científica e académica constitui uma realidade incontornável.

A Universidade Lusófona de Cabo Verde, ciosa deste fato, definiu, no seu Plano Estratégico, em vias de aprovação e publicação, a diplomacia académica como um dos eixos fundamentais da sua Política Institucional. Está-se a referir a uma diplomacia voltada para uma boa cooperação institucional, com as autoridades e instituições públicas e privadas do país, bem como o estabelecimento de acordos de cooperação internacional.

É, pois, com base nesses objetivos e na sua missão que a ULCV, desde julho de 2021, vem intensificando a sua estratégia, estabelecendo acordos de cooperação institucional com os diversos municípios do país, sindicatos, igrejas e outras instituições, numa perspetiva de promover uma diplomacia académica sintonizada com os objetivos de desenvolvimento de Cabo Verde, por um lado, e dando às instituições públicas e privadas oportunidade para a realização dos seus propósitos sociais no domínio da educação, por outro. Os diversos protocolos assinados com diferentes instituições dão vantagens claras as partes, uma vez que permitem reduções substanciais de propinas aos estudantes que ingressam na Universidade, por via dessas instituições, e uma colaboração institucional robusta e perene.

Com relação às instituições públicas e privadas em Cabo Verde, é fundamental desenvolver e consolidar uma forte articulação institucional. Num país arquipelágico e com um número reduzido de habitantes, como é o caso, a ULCV tem que ter uma estratégia que articula os desafios de desenvolvimento dessas ilhas com os objetivos da instituição. A definição dos Ciclos de Estudos, o desenho curricular dos cursos, uma Política Social consentânea e sintonizada com as estratégias de desenvolvimento do país, criação de condições para um bom ambiente de aprendizagem na Universidade Lusófona são, entre outras, medidas já em curso que se enquadram nessa nova largada da Universidade Lusófona de Cabo Verde.

A nível internacional, para além da legislação cabo-verdiana permitir o estabelecimento de acordos de cooperação, o contexto atual desafia as instituições de Ensino Superior a prosseguirem com este objetivo, onde a mobilidade académica apresenta-se como um fato real e incontornável ao nível intercontinental, demonstrando, por conseguinte, que o saber não tem fronteiras.

A Universidade Lusófona de Cabo Verde, sendo uma Sucursal da Cooperativa de Formação e Animação Cultural (COFAC), Portugal, um Grupo de referência, com diversas instituições de Ensino Superior espalhadas em Portugal e em vários países, a cooperação internacional representa uma grande estratégia institucional, tendo em conta os objetivos e a missão do próprio grupo e da ULCV.

É assim que, vários acordos de cooperação já foram assinados com diversas instituições de Ensino Superior internacionais, com destaque para a Universidade Nacional de Macau, assinado em 2021; a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT) de Lisboa, em novembro de 2021; Universidade Nacional da Guiné Equatorial, no passado dia 8 de julho e, mais recentemente, com a Universidade de Parma, Itália.

Em carteira estão outros protocolos e projetos com outras instituições a serem rubricados brevemente, nomeadamente, com a Escola Nacional de Administração e Politicas Pública (ENAPP) de Angola, com a Universidade Nacional de Timor Leste, entre outros.

De referir, que todos os protocolos assinados contemplam, entre vários outros aspetos, a mobilidade do corpo docente, com troca científica e académica; a mobilidade e intercâmbio de alunos e funcionários, composição de júris de defesas de teses, conceção e publicação de revistas científicas conjuntas.

Os protocolos de cooperação internacionais, pela sua abrangência e importância, constituem grandes instrumentos de política académica e científica para a internacionalização da Universidade Lusófona de Cabo Verde. Trata-se de uma prática muito utilizada por grandes Instituições de ensino Superior, uma vez que representa uma enorme oportunidade para o alargamento e a expansão institucional dessas organizações. As vantagens são enormes, pois, como se sabe, a ciência é universal e para todos, independentemente do país, continente ou local. Logo, os grandes projetos científicos cabem nessa grande estratégia que se revela, cada vez mais, importante na atualidade.

O foco, pois, é seguir em frente para que a Universidade Lusófona possa continuar a ser a universidade de futuro em Cabo Verde.

 

 

 

 

 

 

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